“Não dá para inovar sem diversidade”, foi o recado do Grand Opening

O BS Festival 2k19 iniciou as suas atividades com 1.000 pessoas circulando no grand opening que aconteceu na noite desta sexta-feira, 16, no NAU Live Spaces, no quarto distrito. Como não poderia deixar de ser em um evento que abrange tantos temas, a diversidade foi o grande tema da abertura, que contou com duas presenças de referência no tema: a cantora Karol Conka e a Head of People na ThoughtWorks, Grazi Mendes, mediadas pelo jornalista Gabriel Moojen.

Uma das presenças mais esperadas da programação do BS, Karol Conka abriu o evento sem fugir do seu tom crítico, opinativo e, principalmente, de integração. Para ela, não existe outra possibilidade de existir que não seja através da diversidade: “sempre me envolvi com tudo isso”, frisou. Ela também não fugiu da polêmica da última semana, quando postou uma foto com seu namorado em um de suas redes sociais e recebeu comentários criticando o fato de ele ser branco. “Sou contra a segregação em pleno 2019, temos é que achar legal que há um homem branco e uma mulher negra em uma relação de respeito e amor. O que não pode acontecer é uma guerra e esquecermos o que é importante”, afirmou.

Karol ainda agradeceu o convite pela participação no evento. “Muito obrigada pela oportunidade de estar aqui falando sobre diversidade. Não dependo do achismo alheio para viver minha vida e é importante falar sobre isso”, disse ela.

Já Grazi Mendes abordou principalmente a questão da diversidade no mercado de trabalho. Ela aproveitou para citar dados referentes à diversidade no Brasil e levantar questionamentos que fizeram o público refletir sobre o tema. “Vivemos em um país em que 55% da população se declara negra, 24% se declara como possuindo alguma deficiência e 10% integra os grupos LGBTQI+, mas como isso se reflete nas empresas?“, questionou.

A questão que precisa mudar, segundo ela, é muito mais profunda. “Quando olhamos as grandes empresas, é como essas pessoas não existissem”, lamentou. Reafirmando que vive-se em uma sociedade plural, ela foi objetiva na sua conclusão: “a discussão da diversidade no universidade de trabalho é urgente”.

Ao final do painel Grazi concluiu a conversa: “Não dá para inovar sem diversidade. A gente aprende na diversidade, ela é a força criativa mais potente que temos, a tecnologia mais avançada. Para criar  tem que ser diverso”